sábado, 28 de fevereiro de 2009

P-O-E-S-I-A


Desde que comecei a escrever aqui...
Estou DOIDA para postar uma poesia.
Sim, poesia, esse gênero tão polêmico...


POESIA

Poesia é diferente de prosa.
Na prosa, seja ela fictícia ou não, o texto segue uma razão.
Na poesia, segue mais a imaginação.
Na prosa, o ritmo é constante, um só: é o ritmo de cada leitor, que lê ao seu sabor.
Na poesia, o ritmo é importante: é a métrica quem determina em que velocidade deverá ser lida a rima. Sem ritmo, a poesia não faz sentido.
A prosa pode ser para todos.
A poesia é para poucos.
A prosa não é urgente: pode-se ler um texto de prosa e se parar no meio, por exemplo.
A poesia tira o fôlego da gente: é lida de uma só vez, em uma só tacada, e quando relida... Reinterpretada...
A prosa está aí, na nossa cara, nas revistas, nos jornais, nas bulas de remédios. Até os que não têm o hábito de ler, a conhecem.
Quanto à poesia, ela não é óbvia. Geralmente, nos é apresentada depois. Nem sempre simpatizamos com ela à primeira vista. Não vive assim, por aí, se mostrando, em todo canto. Ela não vem até nós: nós é que vamos até ela.
Ler um texto em prosa pode ser uma delícia, uma verdadeira e encantadora viagem pelo mundo das palavras.
Mas ler uma poesia pode ser explosivo: tudo o que você acha, de repente faz sentido.
A quem não tem o hábito de ler poesia, recomendo: ela muda todo o pensamento.

AUTÓPSIA

A autópsia
Da minha alma
Não foi caótica
E nem foi calma

Foi apenas
Uma expedição
Por entre trevas
E um clarão

E o que se descobriu
Ninguém sabe ao certo
Só você viu
Que fui eterno

4 comentários: