Pessoal,
Depois de muito tempo sem postar...
Estou aqui para dizer que tenho 32 textos/ poemas na AGENDA DA TRIBO 2011.
Quem tiver interesse em adquirir alguma é só deixar recado aqui com o e-mail de contato, ok?
Beijos a todos!!!
domingo, 14 de novembro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
FELIZ NATALLLL!!!
terça-feira, 24 de novembro de 2009
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Por Acaso

Eles não se viam há tempos e se encontraram meio que por acaso.
Deus havia resolvido premiá-los, já que ela havia feito as pazes com a mãe e ele havia largado o cigarro.
A quantidade de pessoas que transitava pela rua quase fez com que não se reconhecessem.
Ele andava apressado, tinha uma consulta médica.
Ela falava com alguém ao celular, mas tratou de logo encerrar a conversa para poder cumprimentá-lo.
Sorriram, se abraçaram, perguntaram um ao outro como ia a vida.
Responderam ambos que a vida ia bem – e corrida. “Ah, que vida é essa, não temos tempo para mais nada!”.
Ele disse que tinha um compromisso, com ar de mistério. Preferiu não dizer que os seus rins estavam lhe matando e iria ao urologista para ver o que fazer.
Ela completou que o seu horário de almoço também estava no final, precisava ir. No seu escritório era assim, “todo mundo cuidando da vida de todo mundo”.
Comentaram sobre tomar um café um dia desses, algo que sempre falavam, mas nunca faziam.
Ele seguiu caminhando em direção ao consultório, sem muita convicção de que a consulta seria mesmo necessária: já não sentia aquela dor.
Ela, ao contrário do que havia dito, tinha acabado de sair do escritório, mas já não sentia fome. Sorridente, trocou o almoço por um delicioso sorvete de creme, seu sabor favorito.
O dia prosseguiu bem para os dois.
Ele se sentia leve.
Ela se sentia feliz.
E haviam sido só uns três minutos de conversa.
“Questão de energia”, elocubrou ela.
“Ela não pode nem sonhar com isso”, pensava ele.
Os dias se passaram e a dor dele voltou.
O mau humor dela também.
Ele retornou ao médico, que lhe receitou uns tarja pretas.
Ela se entupiu de batatas fritas nos cinco almoços que se seguiram.
Nenhum dos dois tomou a iniciativa de marcar o café.
Ele achava que tinha que disfarçar.
Ela achava que era ele quem tinha que ligar.
Ele voltou a fumar.
Ela cortou relações com mãe, que criticou a escolha do tecido das suas novas almofadas.
E então Deus achou que eles não mereciam mais acasos.
E, para ambos, a vida prosseguiu de forma previsivelmente sem graça.
Como tantas e tantas por aí.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Para ler na rede...
sábado, 10 de outubro de 2009
CuPiDo...
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Mágica!

O ILUSIONISTA
Você pensa que escrever poesia
É truque
Magia
Só porque ela é capaz
De fazer levitar
Olha nas minhas mangas
Para ver se não escondi palavras
E perscruta a tudo ao meu redor
Mas quando menos espera
Vou lá e tiro uma rima
De dentro da cartola
E ela brilha
Com um simples toque
E você não entende como
Pode ser
E então chama de mágica
O que acabou de acontecer
É truque
Magia
Só porque ela é capaz
De fazer levitar
Olha nas minhas mangas
Para ver se não escondi palavras
E perscruta a tudo ao meu redor
Mas quando menos espera
Vou lá e tiro uma rima
De dentro da cartola
E ela brilha
Com um simples toque
E você não entende como
Pode ser
E então chama de mágica
O que acabou de acontecer
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Tempos Modernos...

CERTEZAS
Os seres humanos usam frases afirmativas encerradas por pontos finais ou até mesmo pontos de exclamação.
Sustentam olhares com segurança e apertam as mãos uns dos outros com firmeza.
Têm certeza de tudo.
Mas, voltando para as suas casas, choram sozinhos em seus carros.
E à noite, demoram a pegar no sono.
Algumas vezes ainda, acordam ofegantes, sobressaltados, assolados por pesadelos.
Temem a morte.
No dia seguinte, ainda choram no chuveiro.
Mas, a seguir, vestem uma roupa tipo armadura.
E voltam a oferecer o seu semblante mais sereno para o mundo.
Os seres humanos usam frases afirmativas encerradas por pontos finais ou até mesmo pontos de exclamação.
Sustentam olhares com segurança e apertam as mãos uns dos outros com firmeza.
Têm certeza de tudo.
Mas, voltando para as suas casas, choram sozinhos em seus carros.
E à noite, demoram a pegar no sono.
Algumas vezes ainda, acordam ofegantes, sobressaltados, assolados por pesadelos.
Temem a morte.
No dia seguinte, ainda choram no chuveiro.
Mas, a seguir, vestem uma roupa tipo armadura.
E voltam a oferecer o seu semblante mais sereno para o mundo.
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